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Brasileira de 18 anos vence prêmio mundial de ciência e ainda tem asteroide batizado com seu nome

Written by on 18 de July de 2026

Juliana Davoglio Estradioto, gaúcha de Osório, no Rio Grande do Sul, ganhou projeção internacional aos 18 anos ao transformar resíduos agroindustriais em materiais biodegradáveis durante o ensino médio técnico no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, o IFRS.

Em feiras científicas no Brasil e nos Estados Unidos, a estudante viu seus projetos alcançarem reconhecimento fora do ambiente escolar e passou a ter o direito de associar seu nome a um asteroide, segundo a revista Pesquisa FAPESP.

A trajetória se destacou por aproximar pesquisa escolar, sustentabilidade e ciência aplicada de uma forma incomum para estudantes pré-universitários, com experimentos baseados em cascas que normalmente seriam descartadas pela cadeia de alimentos.

No lugar de depender de insumos raros ou de uma estrutura sofisticada desde o início, Juliana investigou alternativas para resíduos de maracujá e noz-macadâmia, buscando aplicações menos dependentes do plástico convencional.

Apresentado na Intel International Science and Engineering Fair, a Intel ISEF, o projeto com a noz-macadâmia levou Juliana a Phoenix, nos Estados Unidos, em maio de 2019, para uma das principais feiras científicas pré-universitárias do mundo.

Na premiação geral do evento, organizado pela Society for Science & the Public em parceria com a Intel Foundation, ela recebeu o First Award na categoria Materials Science pelo trabalho “The Universe in a Nutshell: Bacterial Cellulose Membrane Using Macadamia Byproduct”.

O estudo investigou o uso do subproduto da macadâmia na produção de membranas de celulose bacteriana, um biopolímero analisado como alternativa a materiais sintéticos em diferentes áreas.

Conforme o resumo cadastrado na base da Society for Science, o processamento da noz gera cerca de 75% de subproduto, e resíduos agroindustriais podem ser usados em processos biotecnológicos para criar alternativas a polímeros sintéticos.

Pela Pesquisa FAPESP, Juliana explicou que a casca da noz serviu como alimento para microrganismos capazes de produzir celulose de origem microbiana, material que passou a ser o centro da investigação.

A partir dessa produção, a estudante avaliou possíveis usos do material como substituto do plástico e também em aplicações biomédicas, entre elas curativos, por causa das propriedades associadas à celulose bacteriana.

Após a premiação na Intel ISEF, Juliana recebeu o direito de ter o nome associado a um asteroide, em uma iniciativa ligada à feira e ao Laboratório Lincoln do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT.

 

Fonte: Click Petróleo e Gás

Imagem: Reprodução

 

 


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