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Mulheres no mercado de trabalho: conquistas e os desafios atuais

Written by on 11 de março de 2026

O movimento de mulheres ocupando áreas no mercado de trabalho que, durante muito tempo, foram dominadas por homens, é celebrado pela delegada titular da 134ª DP de Campos dos Goytacazes (RJ), Carla Tavares.

Em entrevista à Rádio Live FM Campos, nesta quarta-feira (11), a delegada falou sobre sua trajetória  profissional e as mudanças observadas no cenário atual.

“Na minha turma de delegados, eram vinte e cinco homens e oito mulheres, então o quantitativo de mulheres era infinitamente menor. E atualmente não, a gente vê quase que uma paridade, quase que meio a meio. Então a mulher vem conquistando o espaço, vem entendendo que pode atuar e pode atuar com eficiência onde quer que ela escolha trabalhar”, afirma.

“Se a mulher escolher ser dona de casa ela vai sim ser dona de casa, [mas se] quiser trabalhar em outros lugares, em plataformas, em delegacias, em batalhões de
polícia militar, onde quer que seja… Então a mulher vem conquistando esse espaço e acho que isso é muito importante”, completa.

Carla contou ainda que faz questão de participar ativamente de todas as suas obrigações.

“Eu nunca me eximi das minhas responsabilidades […] então se tem uma operação policial eu vou junto. Qualquer atividade, qualquer tarefa que é feita por um homem na polícia a mulher também pode fazer”.

Mesmo com os avanços, a luta por seu espaço e reconhecimento é constante e muitas mulheres no país ainda enfrentam desafios.

No Brasil, mesmo apresentando, em média, maior nível de escolaridade que os homens, as mulheres não ocupam na mesma proporção o mercado de trabalho formal. Em determinados setores as mulheres representam a maior incidência de informalidade, é o que revelam dados do IBGE.

Além disso, a desigualdade salarial ainda é um desafio. Relatórios do Ministério do Trabalho e do IBGE apontam que mulheres recebem, em média, cerca de 20% a 21% menos que homens, mesmo quando considerados escolaridade e ocupação semelhantes.

Número de mulheres na indústria cresce, mas cenário ainda é desigual

Na indústria fluminense o número de mulheres cresceu 70% desde 2020, um avanço superior ao observado entre os homens (+34%). Esse é o maior percentual já atingido na história. No entanto, a participação feminina ainda é menor comparada com outros setores econômicos. Em 2025, o percentual de mulheres industriárias no estado do Rio de Janeiro é só de 22,3%.

Os números são fruto da “Pesquisa Firjan de Diversidade, Equidade e Inclusão na Indústria Fluminense”, coletados em levantamento com 130 empresas fluminenses e com informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE.

Apesar do número expressivo, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro alerta que há muito que avançar para uma melhor equidade no mercado de trabalho industrial

“As mulheres na indústria têm apenas 22,3% da força de trabalho do Rio de Janeiro, enquanto os homens correspondem a 77,7% da ocupação. É o segundo setor com maior desigualdade de gênero no estado. O estudo busca identificar desigualdades persistentes, reconhecer avanços já alcançados e apontar oportunidades de aprimoramento, contribuindo para o desenvolvimento de políticas de diversidade, equidade e inclusão e para a construção de uma indústria mais competitiva, inovadora e representativa em todo o estado”, afirma o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.

 

 

Com informações da assessoria Firjan*

Imagem gerada por IA*

 

 

 

 


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