Incêndios no Amazonas resultam de ação humana, diz ministro
Written by LiveFM Rádio on 13 de October de 2026
Nos dois últimos dias, o estado do Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em seu território. O número representa mais da metade dos focos detectados em todo o mês de outubro de 2025, quando foram registrados 874 focos em 31 dias, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Neste sábado, 494 novos focos de incêndio tiveram início no estado, o maior número desde o início do mês. No mesmo dia de 2025, o Inpe não registrou novos focos em todo o Amazonas.
No domingo, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso.
Como não há fogo espontâneo no bioma amazônico, o ministro Capobianco avalia que os focos resultam de ação humana intencional, possivelmente com o objetivo de degradar o bioma e preparar o terreno para futuros desmatamentos.
O aumento da poluição do ar provocada pela fumaça das queimadas levou a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde na última sexta-feira. A situação também levou ao reconhecimento, em caráter sumário, da situação de emergência em 36 municípios do estado.
Uma força-tarefa emergencial, integrada pelos governos municipal, estadual e federal, atua no combate aos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou à região seis aeronaves, quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, e dois helicópteros, além de 290 brigadistas.
Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram no domingo para reforçar o trabalho, a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do SUS também atua nos municípios que já decretaram situação de emergência.
Segundo o ministro Waldez Góes, o estado do Amazonas coordena a manifestação dos municípios para que uma frente de resposta em defesa civil possa atuar nos territórios.
Fonte: Agência Brasil
Imagem: Marcelo Camargo