Radio Live FM

Current track

Title

Artist

Estudo da polilaminina sai em revista científica internacional: 75% tiveram melhora

Written by on 10 de August de 2026

O estudo da polilaminina liderado pela bióloga brasileira Dra. Tatiana Coelho-Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi publicado na Spinal Cord Society (ISCoS), uma das principais entidades mundiais dedicadas às lesões da medula espinhal, e saiu na prestigiada revista científica Nature. O resultado chama atenção do mundo: seis dos oito pacientes tratados, ou seja, 75% apresentaram melhora de pelo menos dois níveis na escala neurológica AIS.

Todos começaram o estudo classificados como AIS A, o nível de lesão completa. Cinco evoluíram para AIS C e um chegou a AIS D, o nível mais baixo. O resultado também está registrado oficialmente no ReBEC, Ensaio Clínico Brasil. Outro dado importante: os pesquisadores não observaram piora neurológica nem evento adverso grave atribuído à aplicação da polilaminina. 3 participantes morreram durante o acompanhamento na primeira fase, mas esses casos relatados não foram relacionados à aplicação do remédio brasileiro, diz o artigo, informando que os casos foram analisados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e por um consultor clínico externo.

Depois do estudo, esse número subiu para 7. A Dra. Tatiana disse que as mortes não teriam ligação com a polilaminina.

Os oito participantes tinham lesões medulares traumáticas graves e completas e receberam uma única aplicação de polilaminina diretamente na medula poucos dias depois do trauma. O intervalo médio foi de 2,3 dias. Todos começaram classificados como AIS A.

Depois do tratamento, seis apresentaram progressão (melhora) de pelo menos dois níveis na escala: cinco chegaram a AIS C e um a AIS D. O próprio registro brasileiro do estudo observa que a taxa de 75% é superior à conversão de até 15% descrita na literatura usada pelos pesquisadores para pacientes não tratados.

Isso não significa que seis pacientes voltaram a andar, mas que houve recuperação neurológica e preservação de função motora em diferentes graus. Três participantes também apresentaram melhora em exames neurofisiológicos que avaliam a transmissão de sinais pelo sistema nervoso.

Enquanto os estudos científicos continuam, a polilaminina também passou a ser disponibilizada em situações específicas por uso compassivo no Brasil.

A Anvisa disse que recebeu 128 pedidos de uso compassivo de polilaminina: 71 pedidos foram judiciais e 57 não judiciais. Desses, 110 foram autorizados e 18 não autorizados.

 

Fonte: Portal Só Notícia Boa

Imagem: Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade/Reprodução


Reader's opinions

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *


twelve + 10 =


Radio Live FM

Current track

Title

Artist