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Café ficou quase 16% mais barato após dois anos de altas

Written by on 21 de May de 2026

O café tradicional no Brasil caiu 15,51% em um ano, com o quilo a R$ 55,34 em abril de 2026, comparado ao mesmo mês do ano passado. A queda ocorre após dois anos de altas provocadas pela limitação da matéria-prima e pelas cotações recordes nas bolsas internacionais. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).

Com a melhora da safra na virada de 2025 para 2026, houve maior disponibilidade de grãos para processamento. A recomposição dos estoques nos supermercados ajudou a aliviar o orçamento do consumidor.

Das oito categorias monitoradas pela entidade, apenas três registraram alta nos preços ao consumidor: os cafés especiais e os descafeinados, com aumentos de 16,9% e 21%, respectivamente. O café solúvel teve leve avanço, de 0,55%.

Os cafés com maior predominância da variedade arábica e que se encaixam nestas categorias de sistemas mais minuciosos e de alta pontuação de bebida tiveram um valor agregado no preço.

O recuo dos preços de café, entretanto, ainda não colocam o valor do quilo do produto nos patamares praticados antes de 2020, quando o Brasil teve uma safra recorde e o volume garantiu preços mais baratos nas gôndolas.

Ainda assim, depois de abril de 2025, o comportamento dos preços nos supermercados foi de desaceleração, acomodando os custos de produção que praticamente dobraram entre as safras de 2024 e 2025 e pressionaram toda a cadeia do café.

Entre 2024 e 2025, por exemplo, os preços acumularam alta de 77,78% em 12 meses. Somente em 2025, o avanço foi de 66% para o consumidor, enquanto no primeiro trimestre deste ano a valorização ainda supera 30%, apesar dos sinais recentes de acomodação no mercado.

Consumo

Segundo o presidente da Abic, Pavel Cardoso, a sequência de reajustes reduziu o consumo no primeiro quadrimestre do ano passado. “O consumo caiu 5,31% naquele período por causa da escalada dos preços. Já em 2026, no mesmo intervalo, observamos crescimento de 2,44%, o que indica uma tendência de recuperação, dependendo da confirmação da safra”, disse.

Ainda de acordo com o presidente, se as projeções de safra forem confirmadas, 2026 poderá registrar um dos maiores volumes da história recente do setor, superando inclusive 2020.

Segundo ele, a redução da volatilidade tende a favorecer novas quedas de preços até o fim do ano, embora o cenário ainda dependa da confirmação do tamanho da safra e das condições climáticas relacionadas ao El Niño.

 

Fonte: CNN

Imagem: Reprodução/Internet

 

 


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