Tecnologia da USP consegue repigmentar pele com vitiligo em 15 dias, em testes com animais
Written by LiveFM Rádio on 27 de August de 2026
Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu repigmentar a pele com vitiligo em testes realizados com camundongos. Os animais receberam o tratamento durante 15 dias e apresentaram resultados considerados promissores pela equipe.
A pesquisa, publicada no Jornal da USP, é desenvolvida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP) e faz parte do trabalho de doutorado da farmacêutica Ana Vitória Pupo Silvestrini, orientada pela professora Maria Vitória Lopes Badra Bentley.
O tratamento experimental usa nanopartículas para levar diretamente à pele uma combinação de piperina e moléculas de RNA capazes de interferir em mecanismos envolvidos no desenvolvimento do vitiligo. Os resultados específicos dos testes em animais ainda não foram publicados em artigo científico e o tratamento não está disponível para pacientes, mas os pesquisadores querem agora avançar para estudos em seres humanos.
Como funciona
O vitiligo é a doença autoimune. Ela afeta entre 0,5% e 2% da população mundial, o que corresponde a cerca de 95 milhões de pessoas. A condição faz as células responsáveis pela pigmentação da pele, chamadas melanócitos, serem atacadas pelo próprio sistema imunológico.
Para testar a tecnologia, os pesquisadores induziram o desenvolvimento de vitiligo nos camundongos. Depois, os animais receberam durante 15 dias consecutivos as nanopartículas contendo o medicamento e os RNAs de silenciamento.
Segundo a USP, os resultados mostraram que o tratamento conseguiu diminuir a resposta imunológica responsável pelo ataque às células produtoras de melanina, restaurar mecanismos de autorregulação e promover a repigmentação da pele.
A tecnologia agora é alvo de pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Próximo passo
Apesar do resultado animador, os próprios pesquisadores fazem questão de pedir cautela porque o tratamento foi testado até agora em um modelo animal e isso não significa que terá o mesmo resultado em pessoas.
Outro objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma tecnologia que possa ser acessível caso, no futuro, ela se mostre segura e eficaz para pacientes.
Fonte: Portal Só Noticia Boa
Imagem: Reprodução