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Vacina brasileira ‘anti-crack’ dá passo histórico rumo aos testes em humanos

Written by on 26 de fevereiro de 2026

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) alcançaram um marco histórico no tratamento da dependência de crack e cocaína. A vacina experimental Calixcoca teve as fases pré-clínicas concluídas e a equipe agora se prepara para iniciar os testes em humanos.

O imunizante utiliza uma estrutura química para impedir que a molécula da droga ultrapasse a barreira hematoencefálica. O projeto brasileiro é finalista em premiações internacionais de inovação em saúde.

Diferente das vacinas preventivas, a Calixcoca funciona de forma terapêutica. Ela estimula o organismo a produzir anticorpos que se ligam à droga na corrente sanguínea.

Essa fusão transforma a substância em uma “supermolécula”. Por ser excessivamente grande, ela se torna incapaz de atingir o sistema nervoso central, anulando a liberação de dopamina e a sensação de prazer causados pelo crack e pela cocaína. Na prática, o paciente sob tratamento não sente os efeitos do entorpecente quando consome.

Ao contrário de outros tratamentos com bases proteicas, a Calixcoca utiliza uma plataforma sintética de calixarenos. Segundo estudos realizados, essa escolha reduz custos de produção e dispensa cadeias complexas de refrigeração para transporte, facilitando a futura distribuição pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Atualmente, não existem medicamentos específicos aprovados por órgãos como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para tratar o vício em cocaína e crack. O uso de antidepressivos e estabilizadores de humor apenas mitiga danos, sem focar no bloqueio direto da substância, como faz a proposta da UFMG.

Dados divulgados pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em 2025 revelam que cerca de 1,2 milhão de pessoas com 14 anos ou mais sofrem com a dependência de cocaína ou crack. O custo social e econômico envolvendo segurança pública e internações recorrentes equivale a bilhões.

A Calixcoca surge nesse cenário como uma ferramenta para oferecer uma espécie de “janela de sobriedade” no corpo. Ao anular o efeito da fissura, ela potencializa o sucesso de terapias e da reintegração social.

Para chegar aos postos de saúde e hospitais, a vacina passará por três fases de ensaios clínicos em humanos. O objetivo agora é comprovar a segurança absoluta em voluntários, definir a dose ideal para a resposta imune e verificar a durabilidade dos anticorpos no sangue.

 

 

Fonte: ND Mais

Imagem: Fundep/Reprodução/ND Mais

 


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