Mas o destaque positivo para nossa região, informado pela própria companhia, é de que o Porto do Açu, em São João da Barra, será a base de testes, já a partir do próximo ano.
O Memorando de Entendimentos que foi assinado prevê viabilidade comercial, ambiental, financeira, jurídica e contábil.
A embarcação possui 36 metros de comprimento e cerca de 400 m² de área.
O projeto JAQ Hidrogênio, iniciativa do Grupo Náutica em parceria com o Itaipu ParqueTec e o Ministério do Turismo, está sendo implementado de forma faseada.
Essa é uma estratégia do grupo para gerenciar o risco da adoção de um combustível totalmente novo.
Nesta primeira fase, apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém (PA), a embarcação conta com o sistema tecnicamente
pronto para operar a sua hotelaria – iluminação, ar-condicionado e serviços de bordo – com
hidrogênio verde;
Já na fase 2, que deve ser lançada durante o Rio Boat Show, em abril de 2026, no Rio de Janeiro, a JAQ H1, será apresentada com a utilização de motores híbridos de alta eficiência
(com tecnologia MAN), e deve reduzir as emissões de CO2 em até 80% durante a navegação;
O salto tecnológico, porém, ocorrerá em 2027 com o lançamento do barco JAQ H2, de 50 metros. Esta embarcação será capaz de produzir seu próprio hidrogênio a bordo.
A tecnologia incluirá a extração da água do mar, dessalinização e, em seguida, o uso de um eletrolisador a bordo para quebrar a molécula. O hidrogênio gerado em ciclo fechado
alimenta a célula de combustível, que, por sua vez, energiza os motores elétricos. A inovação confere uma autonomia operacional inédita e 100% livre de emissões.
Com informações do gov.br e nautica.com.br*
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