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Governo propõe que estados zerem ICMS para conter alta dos combustíveis

Written by on 19 de March de 2026

Em meio ao aumento internacional dos preços dos combustíveis, com risco de paralisação de caminhoneiros, o governo federal apresentou aos estados uma proposta para zerar o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio. A medida prevê que parte das perdas de arrecadação seja compensada pela União.

A proposta foi discutida em reunião virtual entre o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e secretários estaduais de Fazenda. Segundo ele, a decisão final deve ser tomada até 28 de março, em encontro presencial marcado para São Paulo.

Pelas estimativas da equipe econômica, a desoneração pode gerar impacto de R$ 3 bilhões por mês nas receitas estaduais. O governo federal se comprometeu a ressarcir metade desse valor, cerca de R$ 1,5 bilhão mensais.

Apesar da oferta, como o ICMS é um imposto estadual, cada estado tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar o imposto.

Pressão vem da alta global do diesel

A iniciativa ocorre em meio a dificuldades crescentes no mercado de importação de diesel. Segundo Durigan, fatores externos têm pressionado os custos e dificultado o fechamento de contratos.

“Há um desafio em razão da guerra […] O Brasil tem de importar 27% do diesel consumido no país, e a importação tem se descasado do preço interno por conta do Brent, do frete e do seguro”, afirmou.

Além da negociação tributária, o governo solicitou aos estados maior colaboração no combate a irregularidades no setor. Entre os pedidos, está o envio de listas de devedores contumazes e o compartilhamento, em tempo real, de notas fiscais de combustíveis com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo Durigan, 21 unidades da federação já concordaram com essa integração.

A medida faz parte de um esforço mais amplo para reforçar a fiscalização e coibir abusos nos preços praticados ao consumidor.

Risco de greve

O pacote de ações ocorre após o governo já ter reduzido tributos federais e criado subsídios para tentar conter o avanço do diesel, impactado pela alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.

A preocupação do Planalto é evitar efeitos em cadeia sobre custos logísticos e preços de alimentos, além de reduzir a pressão de caminhoneiros, que articulam uma possível greve.

Paralelamente, o governo também endureceu o discurso sobre o cumprimento da tabela mínima de frete, como forma de aliviar a insatisfação da categoria e reduzir o risco de paralisação nacional.

 

Fonte: infomoney

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

 


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