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Etanol à base de arroz é estudado como possível alternativa para equilíbrio de estoques

Written by on 1 de março de 2026

A produção de etanol à base de arroz é discutida por arrozeiros e pesquisadores da cultura. A alternativa de longo prazo é estudada como estratégia para conter prejuízos com o excedente de estoques do cereal, como o cenário enfrentado por produtores na safra 2025/26.

“A pesquisa é a questão basilar do processo, com expertise e materiais genéticos podemos chegar no mesmo potencial para o etanol com arroz, como já é realidade para outras culturas como cana-de-açúcar e milho. Essa é uma questão polêmica, mas em um cenário de muita oferta, precisamos de alternativas de uso dessa produção”, diz Leonardo Dutra, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Clima Temperado.

Apesar de polêmico, o tópico é tratado como um direcionamento contra a crise de preços ao produtor, que enfrenta dificuldades para a negociação do arroz beneficiado e busca a diversificação para evitar prejuízos na safra.

Segundo entidades ligadas à cadeia, o custo atual pago ao produtor está abaixo do custo de produção, o que gera demandas para a pesquisa e novas perspectivas para o arroz. Para pesquisadores, o trabalho indica a identificação de cultivares viáveis ou o desenvolvimento de novas variedades direcionadas ao etanol.

Domingos Velho Lopes, presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) destaca a busca do setor por novas alternativas frente à competitividade global. “No mercado internacional, ofertas atraentes tomam espaço no mercado e trazem valores quase 50% menores do que o esperado para o preço da saca de arroz”.

Mesmo com perspectivas positivas e intenções no avanço da pesquisa, o arroz encontra limitações para a viabilidade como biocombustível devido a sua composição expressamente energética.

Cássio Kirchner, diretor de vendas da Basf na região Sul, acredita que o arroz para etanol é pouco viável devido a composição energética da cultura. “Acredito que seja um pouco mais difícil para o arroz, porque ele produz apenas energia por meio do carboidrato, enquanto o milho, por exemplo, produz energia e proteína, o que associa sua produção ao álcool”, disse.

Segundo levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra do arroz em 2025/26, a produção brasileira do cereal deve ser de aproximadamente 11 milhões de toneladas. A estimativa indica uma queda de 14% em relação à safra anterior, com redução de 11% na área semeada.

 

Fonte: CNN

Imagem: Embrapa

 

 


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