Estudante de 12 anos faz vestibular ‘por diversão’ e é aprovado em curso superior da Uerj
Written by LiveFM Rádio on 11 de fevereiro de 2026
Com apenas 12 anos e cursando o 8º ano do ensino fundamental, Bernardo Vinício Manfredini, morador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, alcançou um feito notável: a aprovação no curso de Matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A conquista chama atenção não só pela idade do aluno, mas pela naturalidade com que ele encarou o desafio.
“Quando vi o resultado, fiquei muito feliz”, contou Bernardo. “Isso significa que o conteúdo que eu estudei está me colocando no caminho certo para conseguir alguma coisa no futuro”, completou o estudante, que tem na Matemática uma de suas principais paixões.
A iniciativa de prestar o vestibular partiu do próprio Bernardo. Curioso sobre como funcionava um processo seletivo universitário, especialmente em um curso da área de Exatas, ele decidiu tentar. Após confirmar que a inscrição era permitida, a mãe, Luzia Manfredini, fez o cadastro do filho para a prova.
Inicialmente, o adolescente encarou a prova como uma experiência sem grandes pretensões. A ideia era apenas conhecer o formato da seleção. No entanto, ao se deparar com o exame, percebeu que conseguia resolver boa parte das questões. Ele fez as perguntas que estavam ao seu alcance e acabou avançando para a segunda fase, até conquistar a aprovação final.
Bernardo acumula um histórico invejável. Já participou de mais de 100 provas de alto nível e conquistou cerca de 80 medalhas. De acordo com o estudante, “dessas 80 medalhas, a maioria é de matemática, mas tem de outras áreas também, como a nacional de ciências, de química jr, de nanotecnologia, de astronomia e física.”
Ele conta ainda que possui reconhecimentos internacionais.
“Tenho algumas medalhas internacionais em olimpíadas americana e asiáticas. As mais importantes são as da OBM, OMERJ e OBMEP.”
A mãe de Bernardo explica que quando o menino tinha 4 anos de idade, a família descobriu que ele tinha altas habilidades. “Foi um divisor de águas nas nossas vidas, pois passamos a entender que ele têm uma maneira de entender o mundo que é um pouco fora da curva, que aprende algumas coisas com mais rapidez”, conta.
Em um futuro “não tão distante”, Bernardo sonha fazer engenharia da computação. “Quero passar no ITA ou IME e me formar. Aos jovens, digo que sigam seus sonhos e nunca deixem de estudar, porque educação te leva para frente. Às vezes, a gente acha algo que parece difícil demais, mas não dá para desistir, e, sim, tentar outras maneiras de entender e aprender”, diz ele.
Apesar do resultado expressivo, a família mantém os pés no chão. A mãe explica que, desde o início, o acordo era usar o vestibular apenas como um teste de conhecimento. Não há planos, por enquanto, de acelerar a trajetória escolar do garoto nem de recorrer à Justiça para efetivar uma matrícula antecipada na universidade.
Fonte: Jornal Correio/g1
Imagem: Letícia Lôpo/Divulgação