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Anvisa libera estudo com substância que pode ajudar na recuperação de lesão na medula

Written by on 5 de janeiro de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizou nesta segunda-feira (5), o início de um estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança do uso da polilaminina, proteína que se mostrou capaz de regenerar lesões na medula espinhal.

A substância vem sendo estudada há mais de 20 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O composto é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário e que ajuda os neurônios a se conectarem.

Nesta fase do estudo poderão participar cinco voluntários com idades entre 18 e 72 anos, que apresentem lesões agudas completas da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10.

As lesões devem ter ocorrido há menos de 72 horas e os pacientes precisam ter indicação cirúrgica.

Os locais onde o estudo será realizado ainda serão divulgados.

Esta etapa avalia a segurança da substância, ou seja, se ela é segura para os pacientes. A avaliação de segurança busca identificar riscos potenciais aos quais os participantes possam estar expostos. Com base nessas informações, podem ser adotadas medidas para minimizar riscos ou, se necessário, reavaliar a viabilidade de continuidade do estudo.

Dependendo dos resultados da fase 1, o estudo poderá avançar para as fases 2 e 3, que têm como objetivo comprovar a eficácia do tratamento.

A substância já foi aplicada em pequenos grupos de pacientes brasileiros em caráter experimental. Segundo os pesquisadores, alguns voluntários que haviam perdido completamente os movimentos abaixo da lesão recuperaram parte da mobilidade —algo considerado improvável sem intervenção. Houve relatos que variaram de pequenos movimentos a ganhos mais amplos, como controle de tronco e até passos com auxílio.

O número de pessoas testadas, porém, ainda era muito pequeno –foram oito voluntários– e os cientistas ressaltavam que os resultados precisam ser confirmados em estudos maiores e controlados.

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma forma reorganizada em laboratório da laminina, uma proteína naturalmente presente no organismo e fundamental para o desenvolvimento do sistema nervoso.

A laminina faz parte da chamada matriz extracelular –uma espécie de “andaime biológico” que dá suporte às células e orienta processos como crescimento, migração e conexão entre neurônios.

Nos estudos experimentais, ao ser aplicada diretamente na medula espinhal lesionada, a polilaminina é capaz de estimular o crescimento de prolongamentos dos neurônios (axônios) por meio de um ambiente que normalmente é desfavorável à regeneração.

A expectativa é que, combinada a outras abordagens —como fatores de crescimento ou técnicas cirúrgicas adequadas—, ela ajude a restaurar parte da comunicação entre neurônios danificados.

 

Fonte: G1.globo

Imagem: Only_NewPhoto/Shutterstock

 

 


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