Segundo o ICMBio, elas foram recapturadas em novembro após uma ordem judicial contra a empresa e passaram por testes que identificaram que todas foram contaminadas pelo circovírus.
O circovírus é o principal agente da chamada doença do bico e das penas. Os sintomas incluem falhas no empenamento, alteração na coloração das penas e deformações no bico. A doença não tem cura e, na maior parte dos casos, é fatal para os animais. Não há risco para humanos.
Segundo o instituto, não houve o cuidado sanitário necessário no viveiro para isolar os animais doentes e evitar que os demais fossem contaminados, o que comprometeu a saúde das aves. Com isso, foi aplicada uma multa de R$ 1,8 milhão contra a empresa responsável pelo criadouro.
Entre as falhas encontradas estavam viveiros e comedouros sujos e a falta de equipamentos de proteção individual por parte dos funcionários que manipulavam as aves.
“Se as medidas de biossegurança tivessem sido atendidas com o rigor necessário e implementadas da forma correta, talvez a gente não tivesse saído de apenas um animal positivo para 11 indivíduos positivos para circovírus”, relata Cláudia Sacramento, coordenadora da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias do ICMBio, que está à frente da emergência.
Ainda não se sabe exatamente como elas foram infectadas. A doença não é comum na região onde estavam, mas é registrada com maior frequência em populações de psitacídeos na Austrália.
Agora, os animais seguem sob os cuidados do instituto, mas não podem mais voltar para a natureza.
Imagem: Reprodução/Internet