Doação de sangue por pessoas com mais de 70 anos é liberada
Written by LiveFM Rádio on 1 de October de 2026
Pessoas com 70 anos ou mais, que permaneceram saudáveis, já podem doar sangue, segundo o novo regulamento técnico de hemoterapia do Brasil.
A condição foi publicada em julho na Portaria GM/MS 11.685/2026, do Ministério da Saúde e já está em vigor. No entanto, para doar, o idoso precisa ser considerado apto na avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia, além de pesar no mínimo 50 Kg.
Segundo o Ministério da Saúde, a decisão acompanha a atual expectativa de vida e envelhecimento da população brasileira. Os critérios atuais são necessários para proteger os doadores e os pacientes que recebem as transfusões.
O limite para a primeira doação continua de sessenta anos, onze meses e vinte e nove dias. O que muda agora é que pessoas que já doavam e estão com mais de 70 anos poderão continuar como doadores.
A mudança na idade dos doadores foi aprovada em conjunto com outras alterações. O objetivo é facilitar o acesso e os níveis nos estoques dos bancos de sangue.
Uma delas é a redução do tempo de espera daqueles que ficam temporariamente impedidos de doar, como os que passaram por endoscopia ou que utilizaram anabolizantes sem prescrição médica. O novo prazo cai de seis para quatro meses.
No caso de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ser realizada após sete dias, desde que realizado em local que cumpra as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo será de quatro meses.
Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser feita quatro meses após a retirada.
O uso de agonista de GLP-1 também é citado na portaria. O paciente que utilizar o injetável será inapto, de forma temporária, por quatro meses se possuir histórico de compartilhamento do dispositivo (agulha) usado na aplicação.
No entanto, isso não significa que essas pessoas nunca poderão doar sangue. A doação pode acontecer depois do prazo, mas, na triagem, o histórico da utilização dos injetáveis deve ser informado para a equipe de hemoterapia.
Outra regra estabelecida é a obrigatoriedade do teste de malária em 100% dos exames de triagem.
Com isso, o Brasil se torna o primeiro país a implantar o exame de forma obrigatória na avaliação clínica.
Com informações da CNN *
Imagem: Divulgação/MS