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TRT mantém greve na Bacia de Campos e nova assembleia é marcada

Written by on 25 de September de 2026

A greve dos trabalhadores de manutenção e montagem industrial da Bacia de Campos continua por tempo indeterminado. Em audiência de conciliação realizada na última quarta-feira (23), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), o desembargador Roque Lucarelli Dattoli indeferiu o pedido de suspensão da paralisação.

Com a decisão, a mobilização permanece enquanto trabalhadores e empresas tentam chegar a um acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho. A próxima movimentação será dos próprios trabalhadores, que vão avaliar em assembleia uma nova proposta apresentada durante as negociações.

O gestor jurídico do SINTPICC, Leonardo Lessa, orientou a categoria a manter a paralisação dentro dos limites previstos em lei.

“A greve está mantida e temos que mantê-la da maneira que está, respeitando os limites da lei, tratando com zelo todos os colegas e mantendo nossa mobilização, que é o mais importante”, afirmou.

Durante a audiência, o setor patronal manteve a proposta de 6,5% de reajuste nos pisos salariais. A novidade foi a apresentação de um vale-alimentação de R$ 850.

Segundo o SINTPICC, o valor foi discutido nas tratativas com a intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT), que teria sugerido a quantia como alternativa para tentar aproximar as partes.

A proposta será levada para uma Assembleia Geral Extraordinária na segunda-feira (28). Até a votação, a greve permanece.

Paralisação envolve unidades offshore e bases em Macaé

A greve começou em 18 de setembro e, segundo o SINTPICC, alcançou cerca de 30 unidades offshore da Bacia de Campos. Também houve adesões no Terminal de Cabiúnas e no Parque de Tubos, em Macaé.

A mobilização reúne trabalhadores de Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, além de profissionais embarcados.

Entre as reivindicações estão reajuste de 15% nos pisos, aumento de 15% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 1 mil e cesta natalina de R$ 500. A proposta patronal inclui reajuste de 6,5%, ticket-alimentação de R$ 850, cesta básica de R$ 786,01 e cesta natalina de R$ 120.

A categoria também reivindica escala 14 por 21, retirada da coparticipação do plano de saúde, manutenção da cesta básica por seis meses durante afastamentos e mudanças nas regras dos dias de dobra.

Uma nova audiência de conciliação está marcada para terça-feira (29), no TRT-1. O resultado da assembleia de segunda-feira deverá entrar nas próximas negociações.

 

 

Com informações de O Dia*

Imagem: Reprodução

 

 


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