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Nova previsão indica que ‘Super El Niño’ deve atingir pico em 2026

Written by on 21 de September de 2026

Faltando apenas 1 um dia para o início da primavera no Hemisfério Sul, o El Niño segue em processo de intensificação e uma nova previsão indica quando o fenômeno deve alcançar seu período de maior força em 2026.

Segundo a atualização mais recente do CPC/NOAA (Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), divulgada em setembro, o El Niño deve continuar se intensificando até o fim do ano. A projeção aponta para um período especialmente forte entre outubro e dezembro de 2026.

Os números chamam atenção. A NOAA indica probabilidade superior a 90% de ocorrência de um El Niño muito forte durante a primavera de 2026 e o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul. Além disso, há 75% de chance de o evento ser o mais forte registrado desde 1950 durante o trimestre de outubro a dezembro.

As projeções indicam que o El Niño continuará ganhando força nos próximos meses, com destaque para o trimestre entre outubro e dezembro de 2026. É nesse período que a NOAA aponta 75% de probabilidade de o evento alcançar uma intensidade superior aos demais registrados desde 1950.

Caracterizado pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico e Atlântico, que altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas, o El Niño afeta todo o planeta.

A intensificação do El Niño coloca o Brasil em atenção para diferentes padrões de chuva e temperatura nos próximos meses.

Segundo o Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026–2027, divulgado em 1º de setembro, as projeções para o trimestre de setembro a novembro indicam maior probabilidade de chuva acima da média histórica na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, além de áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

No sentido oposto, Norte e Nordeste apresentam maior probabilidade de chuva abaixo da média. Partes de Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo também aparecem no cenário de maior probabilidade de precipitações abaixo da média histórica.

As temperaturas apresentam tendência de permanecer acima da média em grande parte do Brasil. Isso, no entanto, não elimina a possibilidade de episódios pontuais de queda nas temperaturas com a passagem de massas de ar frio, especialmente durante a transição entre inverno e primavera.

Nas regiões Central e Norte, a combinação entre temperaturas elevadas e períodos prolongados de estiagem pode favorecer condições de maior risco de propagação do fogo, principalmente se houver atraso no início da estação chuvosa.

Na Amazônia Legal e no Pantanal, o cenário aponta para a possibilidade de prolongamento da estiagem em algumas áreas, redução da disponibilidade hídrica e aumento da vulnerabilidade aos incêndios florestais.

Conforme informações do Inmet, apesar da previsão de forte intensificação, um El Niño mais intenso não significa automaticamente que todas as regiões do Brasil terão impactos mais severos.

As previsões climáticas mostram tendências para períodos de vários meses, mas não conseguem determinar antecipadamente quando uma tempestade ocorrerá, qual cidade será atingida ou quanto choverá em determinado episódio.

 

Com informações do ND Mais*

Imagem: Google/Gemini

 

 


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