Ponte Rio-Niterói testa radar de velocidade média: entenda como funciona
Written by LiveFM Rádio on 17 de September de 2026
A Ponte Rio-Niterói será um dos trechos de rodovias brasileiras que vão testar um novo sistema de fiscalização capaz de calcular a velocidade média dos veículos durante o percurso.
Diferentemente dos radares convencionais, que registram a velocidade em um ponto específico, a tecnologia acompanha quanto tempo o motorista leva para percorrer determinada distância.
Nesta fase, o projeto tem caráter experimental e não haverá aplicação de multas nem registro de infrações com base na velocidade média. O objetivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é avaliar a tecnologia para uma eventual utilização em rodovias federais concedidas.
No Rio de Janeiro, os testes estão autorizados em trechos da BR-101, incluindo a Ponte Rio-Niterói, e da BR-116.
Como funciona o radar de velocidade média?
O princípio é simples: em vez de medir apenas a velocidade instantânea do carro, o sistema registra a passagem do mesmo veículo em dois ou mais pontos.
Como a distância entre os equipamentos é conhecida, o sistema verifica quanto tempo o veículo levou para percorrer aquele trecho. A partir dessas duas informações — distância e tempo — é calculada a velocidade média.
Na prática, o modelo dificulta uma estratégia comum de motoristas diante dos radares convencionais: frear pouco antes do equipamento e acelerar novamente depois de passar por ele.
Se o motorista percorrer o trecho monitorado acima do limite permitido durante boa parte do caminho, reduzir a velocidade apenas ao se aproximar dos pontos de controle pode não ser suficiente para manter a média dentro do limite.
Os radares convencionais e as demais formas de fiscalização existentes continuam funcionando normalmente. Assim, um motorista flagrado cometendo uma infração por um equipamento que já esteja em operação poderá ser multado pelas regras atuais.
O período de teste previsto é de 180 dias e poderá ser prorrogado, segundo a ANTT.
Na Ponte Rio-Niterói, a contagem dos 180 dias começará somente quando o sistema for instalado e a coleta de dados tiver início. A decisão da ANTT não estabelece uma data exata para o começo do monitoramento.
O experimento também poderá ser prorrogado ou encerrado antes do prazo, dependendo dos resultados e de questões técnicas ou de interesse público.
Com informações do g1*
Imagem: Reprodução/Internet