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Vacina contra herpes-zóster e Viagra mostram potencial inesperado contra o Alzheimer

Written by on 20 de fevereiro de 2026

Pesquisadores identificaram três medicamentos já aprovados que podem ser reaproveitados para tratar ou prevenir a doença de Alzheimer. Em vez de começar do zero, cientistas analisaram remédios atualmente utilizados para outras condições a fim de verificar se algum deles poderia ajudar a proteger o cérebro.

O estudo, financiado pela Alzheimer’s Society e liderado pela University of Exeter, foi publicado na revista Alzheimer’s Research and Therapy. Entre os medicamentos avaliados, a vacina contra herpes-zóster Zostavax surgiu como a candidata mais promissora. O Viagra (sildenafila) e o riluzole, utilizado no tratamento da doença do neurônio motor, também demonstraram forte potencial.

O desenvolvimento de novos medicamentos pode levar de 10 a 15 anos e custar bilhões de libras, sem garantia de sucesso. O reaproveitamento de fármacos já aprovados e amplamente utilizados pode oferecer um caminho mais rápido, seguro e acessível para novos tratamentos contra o Alzheimer.

Como os candidatos foram escolhidos

Um grupo internacional formado por 21 especialistas em demência — de universidades, hospitais e da indústria farmacêutica — além de pessoas afetadas pela doença, avaliou 80 medicamentos já existentes. O objetivo era identificar aqueles com maior potencial para tratar ou prevenir o Alzheimer, responsável por mais da metade dos diagnósticos de demência.

Após múltiplas rodadas de análise, o painel chegou aos três “candidatos prioritários” para pesquisas adicionais. Cada medicamento foi selecionado por atuar em processos biológicos ligados ao Alzheimer, apresentar resultados promissores em estudos com células e animais e ser considerado seguro para uso em idosos.

Os três fármacos prioritários são:

  • Vacina contra herpes-zóster (Zostavax): Estudos sugerem uma possível conexão entre o vírus do herpes-zóster e a demência. Alterações no sistema imunológico desempenham papel conhecido no Alzheimer, e a vacina interage com o sistema imune de maneira que pode ajudar a neutralizar algumas dessas mudanças prejudiciais.
  • Sildenafila (Viagra): Pesquisas indicam que pode proteger células nervosas e reduzir o acúmulo da proteína tau, que se deposita de forma anormal no Alzheimer. Em estudos com camundongos, a sildenafila também melhorou o raciocínio e a memória, possivelmente ao aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro.
  • Riluzol: Atualmente prescrito para doença do neurônio motor, o medicamento melhorou o desempenho cognitivo e reduziu os níveis de tau em estudos com animais.

Entre os três, a vacina contra herpes-zóster foi a que mais se destacou. Ela exige no máximo duas doses e tem um longo histórico de segurança. Pesquisas anteriores indicam que pessoas vacinadas apresentaram cerca de 16% menos probabilidade de desenvolver demência.

Mesmo com os resultados, de acordo com a Dra. Anne Corbett, professora de pesquisa em demência da University of Exeter, são necessários ensaios clínicos adicionais para avaliar o verdadeiro valor dos medicamentos e confirmar se eles são eficazes no tratamento ou na prevenção do Alzheimer.

 

Fonte: Infomoney

Imagem: REUTERS/Athit Perawongmetha

 

 

 


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