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Etanol e gasolina sobem em fevereiro e impactam custos ao consumidor no Brasil

Written by on 20 de fevereiro de 2026

O mês de fevereiro trouxe novos aumentos nos preços dos combustíveis em todo o país. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), tanto o etanol quanto a gasolina registraram elevação nos preços médios nas bombas, refletindo o cenário de menor oferta e custos logísticos mais altos.

Na primeira quinzena de fevereiro, o etanol hidratado apresentou a maior variação positiva, com alta de 2,36% em relação ao início de janeiro, atingindo o preço médio de R$ 4,77 por litro. Já a gasolina comum avançou 0,16%, com valor médio de R$ 6,45 por litro.

Segundo o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas, mesmo após o reajuste para baixo da Petrobras em janeiro, os combustíveis mantiveram tendência de alta devido ao aumento do ICMS, custos logísticos e efeitos da entressafra da cana-de-açúcar, que reduzem a oferta de etanol no mercado.

A pesquisa indica grandes variações regionais nos preços. Veja:

  • Região Norte: manteve os maiores preços do país, com etanol a R$ 5,33 (+0,95%) e gasolina a R$ 6,84 (+0,15%).
  • Sudeste: apresentou as menores médias, com etanol a R$ 4,70 (+2,62%) e gasolina a R$ 6,34 (+0,16%).
  • Nordeste: registrou as maiores altas percentuais, com o etanol subindo 2,82% e a gasolina 0,62%.
  • Centro-Oeste: foi a única região com queda na gasolina (-0,31%), com média de R$ 6,53.

Apesar do avanço nos combustíveis, o Banco Central do Brasil indica que a inflação permanece dentro da meta. O IBGE registrou alta de 0,33% no IPCA de janeiro de 2026, acumulando 4,44% em 12 meses, índice ainda dentro da margem de tolerância do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabelece meta central de 3% ao ano, com variação de ±1,5 ponto percentual.

O Relatório Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, reduziu a previsão de inflação para 3,95% em 2026, reforçando a expectativa de estabilidade econômica. A taxa Selic, mantida em 15% ao ano, segue como principal instrumento para conter pressões de preços.

O avanço dos preços dos combustíveis, entretanto, segue como fator de atenção, especialmente no impacto direto sobre o transporte e a cadeia de produção agrícola e logística nacional.

 

Fonte: Portal do Agronegócio

Imagem: Reprodução/Portal do Agronegócio

 

 


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